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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Cola é instituição nacional

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Se quiser me tachar de rabugenta, sinta-se à vontade. A verdade é que ninguém conseguirá me persuadir de que a corrupção, este câncer terminal que acomete o nosso encrencado país, não emane da primeira cola. Como aquele primeiro sutiã, que a gente nunca esquece, a cola acaba se tornando um acessório natural para o jovem mutreteiro. “Faz parte”, como diria aquele brutamontes que enganou e mentiu para vencer o show da realidade, mas todo mundo fez que não viu. Na primeira vez que os futuros políticos, fiscais, jornalistas, juízes, empresários e comerciantes falsificam um resultado na escola, pode crer, a porteira se abre. Quem cola passa a achar a coisa mais natural do mundo usar de truques e enganação para atingir o sucesso. A cola é tão natural que acabou se tornando uma instituição nacional, tão enraizada em nosso dia-a-dia quanto a propina e a sonegação de impostos. “Faz parte” chegar em casa depois de alguma prova e anunciar aos pais que só se conseguiu um bom resultado em razão de se …

QUEM SÃO NOSSOS ÍDOLOS?

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Cada época tem seus ídolos, pois eles são a tradução de anseios, esperanças, sonhos e identidade cultural daquele momento. Ao mesmo tempo, reforçam e ajudam a materializar esses modelos de pensar e agir. Já faz muito tempo, Heleno de Freitas foi um grande ídolo do futebol. Entrava em campo exibindo seu bigodinho e, após o gol, puxava o pente e corrigia o penteado. O ídolo era a genialidade pura do futebol-arte. Mais tarde, Garrincha era a expressão do povo, com sua alegria e ingenuidade. Era o jogador cujo estilo brotava naturalmente. Era a espontaneidade, como pessoa e como jogo, e era facilmente armado pelos brasileiros, pois materializava as virtudes da criação genial. Para o jogador “cavador”, cabia não mais do que um prêmio de consolação. Até que veio Pelé. Genial, sim. Mas disciplinado, dedicado e totalmente comprometido a usar todas as energias para levar a cabo sua tarefa. E de atleta completo e brilhante passou a ser um cidadão exemplar. Bem adiante ve…