terça-feira, 21 de setembro de 2010

A PALAVRA ESCRITA NO MURO



Era quase um garrancho, mas o menino a leu, letra por letra.
E disse:
– Boa noite.
A palavra respondeu:
– Boa noite.
Diante da delicadeza da resposta, o menino perguntou:
– Quem é você?
E ela, rindo com todas as letras do seu corpo, respondeu:
– Sou uma palavra.
O menino pensou que ela estivesse presa, já que não podia sair do lugar, e perguntou-lhe:
– Mas quem pôs você de castigo aí no muro?
A palavra retrucou:
– Eu não estou de castigo. Estou livre. Todas as palavras que você lê nos muros da cidade são livres.
Nenhuma delas está em cativeiro.
– Mas você está presa.
A palavra tornou a desmentir:
– Eu não estou presa. Num muro uma palavra é livre como um pássaro. Menino, vou dizer-lhe uma coisa para você guardar a vida inteira. Nenhuma palavra vive em cativeiro.
O menino lembrou-se, então, de que em sua casa havia um grande dicionário que tinha nome de gente.
E ponderou:
– Mas, num dicionário, as palavras estão presas.
A palavra (seria uma palavra senhora ou senhorita?) riu, exibindo seus belos e brancos dentes feitos de sílabas, e explicou:
– Mesmo num dicionário as palavras são livres. Um dicionário não é uma prisão. É uma praça onde a gente se reúne.
– Pra quê? – interrogou o menino.
– Para servir aos homens. Todos nós temos uma serventia. Estamos a serviço da vida, do amor. Uma palavra é como um sol. Esquenta as pessoas. Quem sabe palavra não sente frio!
– Mas quem foi que pôs você aí no muro? – quis saber o menino.
– Foi um homem. Foi a mão de um homem.
– Foi de dia ou foi de noite? (O menino era curioso, queira saber tudo.)
A palavra não precisou se lembrar da hora em que fora colocada no muro como se fosse uma criança que a mãe põe no colo. Sabia isso na ponta da língua, pois as palavras também têm uma língua, como gente:
– Foi de noite. Estava muito escuro. Você sabe que a noite é nossa irmã? Muitas vezes, em certos lugares, só de noite é que a gente pode andar.
– Mas as palavras andam?
– Menino, as palavras andam sempre. São como os ciganos. Não podem ficar paradas em lugar nenhum, nem nos livros nem na boca dos homens. Já lhe disse que somos passarinhos. Nascemos para voar.
– Então, como foi que você nasceu?
– Eu não nasci. Eu estava voando. Então pousei na mão de um homem como se fosse um passarinho. Ele não precisou de gaiola para me agarrar. Era um homem que tinha vindo de um comício, o povo tinha gritado muito. Ele estava precisando de uma palavra para dizer o que queria, tudo aquilo que estava dentro do seu coração e não podia manifestar-se porque eu ainda não tinha aparecido. Então eu pousei na mão dele. Esta rua estava escura, quase ninguém passava. O homem olhou para um lado e para o outro, viu que nenhum soldado estava passando, não havia polícia por perto, e pôs-me aqui. Dia e noite as pessoas passam e, mesmo em silêncio, conversam comigo, e levam-me em suas lembranças e nos seus corações. É um pouco difícil de explicar, mas eu sou levada e no entanto fico aqui, sem sair do lugar. Você entende?
– E como é o seu nome, palavra-passarinho? – quis saber o menino.
– MEU NOME É LIBERDADE, MENINO.
– A senhora tem um nome muito bonito!
– Não me chame de senhora, chame-me de você. Eu sou você.
LÊDO, Ivo. O menino da noite. São Paulo: Nacional, 1984.

01-O menino, que conversava com uma palavra escrita num muro, pensava que ela estava de castigo. Explique o que levou o menino a acreditar nisso:
Resposta:

02-A palavra pensava da mesma forma que o menino? Justifique baseando-se nas informações dadas por ela:
Resposta:

03-A palavra afirmou que todas as palavras do dicionário estão a serviço da vida e do amor. Como é possível que simples palavras contribuam à vida dos homens com vida e amor?
Resposta:

04-De acordo com a palavra escrita no muro, as palavras são como passarinhos. O que existe em comum entre as palavras e os passarinhos? Justifique:
Resposta:

05-Observe:
A palavra foi escrita no muro por uma pessoa que desejava um mundo melhor do que aquele em que ela vivia.
A afirmativa é verdadeira ou falsa? Por quê?
Resposta:

06-Releia.
“– (...) Dia e noite as pessoas passam e, mesmo em silêncio, conversam comigo, e levam-me em suas lembranças e nos seus corações (...) eu sou levada e no entanto fico aqui, sem sair do lugar.”
Como é possível que as pessoas conversem em silêncio com a palavra LIBERDADE, escrita no muro?
Resposta:

07-Releia.
"– (...) Dia e noite as pessoas passam e, mesmo em silêncio, conversam comigo, e levam-me em suas lembranças e nos seus corações (...) eu sou levada e no entanto fico aqui, sem sair do lugar."
Explique como as pessoas podem levar a palavra LIBERDADE, mas ela continuar no mesmo lugar:
Resposta:

08-Segundo a palavra escrita no muro, as palavras são como ciganos. O que existe em comum entre as palavras e os
ciganos? Justifique:
Resposta:

09-Releia.
“– E como é o seu nome, palavra-passarinho? – quis saber o menino.
– MEU NOME É LIBERDADE, MENINO.
– A senhora tem um nome muito bonito!”
Por que o menino chamou a palavra escrita no muro de “palavra-passarinho”?
Resposta:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O mito de Perséfone

Falavam os antigos gregos que, no começo dos tempos, não existiam as quatro estações do ano. Só a primavera e o verão. Naquele tempo, andava pelo mundo uma jovem belíssima chamada Perséfone.

Ela era filha de Deméter, a deusa do casamento e das colheitas. Um dia, Perséfone colhia flores e cantava, quando foi vista pelo deus do mundo subterrâneo, o terrível Hades.

Ele se apaixonou perdidamente pela jovem e a raptou, levando-a para seu mundo de escuridão.

Deméter, a mãe, ficou desesperada. Não se conformava com a perda da única filha.

Como ela era deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fizeram os frutos das árvores secarem e as flores murcharem.

Famintos, os homens pediram a Zeus,o deus de todo o universo, que resolvesse aquela situação.

Zeus chamou seu filho Hermes, o mensageiro de todos os deuses, e lhe fez um pedido:

- “Hermes, quero que me ajude. Deméter exige que Perséfone volte. Diz que, se ela não voltar, todas as árvores morrerão. Mas Hades já se casou com ela. O que faremos?”

Hermes, o mais esperto dos deuses, desceu ao mundo subterrâneo de Hades, a terra secreta da noite e dos mistérios.

Lá encontrou Perséfone ao lado do marido.

- “Meu pai ordena que Perséfone volte para a casa de sua mãe, Hades. Você agiu incorretamente”.

- Por quê? Eu estava apaixonado, não conseguia viver sem Perséfone e, com o tempo,ela também aprendeu a me amar! Somos felizes agora.

- “Não se pode raptar uma jovem dessa forma. Deméter sente saudades da única filha. Você terá que me obedecer”.

- “É impossível devolver Perséfone à terra novamente. Como você sabe, o que entra no mundo das trevas não pode voltar para casa”.

- “Hades, então tenho uma proposta: Perséfone fica oito meses com a mãe e durante os quatro meses restantes ela fica com você. Certo?”

- “Está bem, Hermes, eu aceito”.

E foi assim que surgiram as estações do ano.

Quando Perséfone está com a mãe, temos a primavera e o verão; quando Perséfone está com Hades, temos o inverno e o outono, porque como Deméter é a deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fazem as flores murcharem e os frutos secarem.

*(História da mitologia grega tirada do livro ¨Lá vem história outra vez¨, de Heloisa Prieto)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cola é instituição nacional



Se quiser me tachar de rabugenta, sinta-se à vontade. A verdade é que ninguém conseguirá me persuadir de que a corrupção, este câncer terminal que acomete o nosso encrencado país, não emane da primeira cola.
Como aquele primeiro sutiã, que a gente nunca esquece, a cola acaba se tornando um acessório natural para o jovem mutreteiro. “Faz parte”, como diria aquele brutamontes que enganou e mentiu para vencer o show da realidade, mas todo mundo fez que não viu.
Na primeira vez que os futuros políticos, fiscais, jornalistas, juízes, empresários e comerciantes falsificam um resultado na escola, pode crer, a porteira se abre.
Quem cola passa a achar a coisa mais natural do mundo usar de truques e enganação para atingir o sucesso. A cola é tão natural que acabou se tornando uma instituição nacional, tão enraizada em nosso dia-a-dia quanto a propina e a sonegação de impostos.
“Faz parte” chegar em casa depois de alguma prova e anunciar aos pais que só se conseguiu um bom resultado em razão de se ter colado. “É isso aí, filhão! Garoto esperto!” Também “faz parte” pais e mães aplaudirem a molecada pelo bom resultado escolar, tenha ele sido obtido na base da cola ou do suor da testa. Chegamos ao requinte de ver pais ajudando os filhos na compra de equipamentos eletrônicos, como fones de ouvido para telefone celular, que serão usados exclusivamente para perpetrar a cola.
A prática da cola é tão lícita entre nós, tapuias, que um dos maiores jornais do país, O Estado de S. Paulo, batizou seu caderno para jovens de “Cola”. Que tipo de mensagem O Estadão está tentando dar? Que ser “ishpertinho” e manhoso merece aplauso?
Alô, Homer Simpson! Depois o pessoal ainda chia quando o Brasil é tratado como um país de trapaceiros, até pelos autores de nosso desenho animado predileto.
“Quem não cola não sai da escola”. Parece brincadeira, mas estamos acostumados a conviver placidamente com o lamentável ditado, como se fosse mesmo verdade que só se dá bem na escola e na vida quem engana, mente e trapaceia. Será rabugice minha ou esse tipo de fundamento escroque não causa a proliferação de tudo aquilo que se opõe à ética e ao talento?
Veja só: estudei a vida inteira na Escola Britânica de São Paulo e nunca colei ou vi alguém colar. A inglesada muito se orgulha do fairplay, o jogo limpo, que eles alegam ter inventado. A cultura deles não incentiva essa mania de vencer a qualquer custo. Nas escolas inglesas, o aluno passa de ano em função da avaliação global do trabalho realizado ao longo do ano, e não baseado na média de notas, como aqui.
Ou seja: lá, eles dispõem de tempo, dinheiro e gente treinada para dar atenção a cada aluno individualmente. Lá, você não é um número que tem a obrigação de produzir apenas boas notas. No fim das contas, é esse “pequeno” detalhe que separa o joio do trigo.
Bárbara Gancia é colunista da Folha de S. Paulo
http://www.mundofisico.joinville.udesc.br

I. A cola é tão natural que acabou se tornando instituição nacional. Esse período contém uma oração com idéia de conseqüência.
II. Faz parte, como diria aquele brutamontes. Ocorre, nessa passagem, uma idéia de causa expressa pelo conetivo como.
III. que serão usados exclusivamente para perpetrar a cola. Há nesse trecho uma idéia de finalidade.

01- A alternativa que corresponde à adequada análise é:

A - ( ) somente I está correta;
B - ( ) I e II estão corretas;
C - ( ) I, II e III estão corretas;
D - ( ) II e III estão corretas;
E - ( ) I e III estão corretas.
02- Responda:
a) Qual a pessoa do discurso?

b) Qual o posicionamento da autora diante à questão? Extraia um argumento que corrobore para a sua afirmação.




03- (UFMT) No período:
“Procederam segundo ordenava a lei”, existe uma oração subordinada:
a) consecutiva
b) conformativa
c) condicional
d) causal
e) concessiva

04-(Mack-SP) No período: “Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a finados”, a segunda oração é:
a) subordinada adverbial causal
b) subordinada adverbial concessiva
c) subordinada adverbial consecutiva
d) subordinada adverbial condicional
e) subordinada adverbial temporal

05- (UFSC) Assinale a oração subordinada final:
a)”...mal o sol havia raiado, Pedrinho entrou em casa.
b)” Nos dias que se seguiram foram aparecendo as folhas”.
c)”Uma tarde, ao voltar da sanga, Ana viu Maneco Terra e o neto...”
d) “Depois viraram a terra, trabalhando de sol a sol.
e) “Maneco e Antonio aprontaram a terra para plantar o trigo.

06-(FEI-SP) Na expressão: “Deus te favoreça!” substitua o verbo favorecer por:
a) abençoar b)ouvir c) proteger
a)...............................................................................

b)...............................................................................

c)...............................................................................
VII
Cecília Meireles


Não ames como os homens amam.

Não ames com amor.

Ama sem amor.

Ama sem querer.

Ama sem sentir.

Ama como se fosses outro.

Como se fosses amar.

Sem esperar.

Por não esperar.

Tão separado do que ama, em ti,

Que não te inquiete

Se o amor leva à felicidade,

Se leva à morte,

Se leva a algum destino.

Se te leva.

E se vai, ele mesmo...

07- Localize, reescreva e interprete o que sugere:
a) um verso no imperativo


b) um verso no subjuntivo


c) um verso no indicativo

terça-feira, 24 de agosto de 2010

QUEM SÃO NOSSOS ÍDOLOS?

Cada época tem seus ídolos, pois eles são a tradução de anseios, esperanças, sonhos e identidade cultural daquele momento. Ao mesmo tempo, reforçam e ajudam a materializar esses modelos de pensar e agir.
Já faz muito tempo, Heleno de Freitas foi um grande ídolo do futebol. Entrava em campo exibindo seu bigodinho e, após o gol, puxava o pente e corrigia o penteado. O ídolo era a genialidade pura do futebol-arte.
Mais tarde, Garrincha era a expressão do povo, com sua alegria e ingenuidade. Era o jogador cujo estilo brotava naturalmente. Era a espontaneidade, como pessoa e como jogo, e era facilmente armado pelos brasileiros, pois materializava as virtudes da criação genial.
Para o jogador “cavador”, cabia não mais do que um prêmio de consolação. Até que veio Pelé. Genial, sim. Mas disciplinado, dedicado e totalmente comprometido a usar todas as energias para levar a cabo sua tarefa. E de atleta completo e brilhante passou a ser um cidadão exemplar.
Bem adiante vem Ayrton Senna. Tinha talento, sem dúvida. Mas tinha mais do que isso. Tinha obsessão da disciplina, do detalhe e da dedicação total e completa. Era o talento a serviço do método e da premeditação, que são muito mais críticos nesse desporto.
Há mais do que uma coincidência nessa evolução. Nossa escolha de ídolos evoluiu porque evoluímos. Nossos ídolos do passado refletiam nossa imaturidade. Era a apologia da genialidade pura. Só talento, pois esforço é careta. Admirávamos quem era talentoso por graça de Deus e desdenhávamos o sucesso originado do esforço. Amadurecemos. Cresceu o peso da razão nos ídolos. A emoção ingênua recuou. Hoje criamos espaço para os ídolos cujo êxito é, em grande medida, resultado da dedicação e da disciplina – como Pelé e Senna. Mas há o outro lado da equação, vital para nossa juventude.
Necessitamos de modelos que mostrem o caminho do sucesso por via do esforço e da dedicação. Tais ídolos trazem um ideário mais disciplinado e produtivo.
Nossa educação ainda valoriza o aluno genial, que não estuda – ou que, paradoxalmente, se sente na obrigação de estudar escondido e jactar-se de não fazê-lo. O bom aluno é diminuído, menosprezado, é aquele que só obtém bons resultados porque se mata de estudar. A vitória comemorada é a que deriva da improvisação, do golpe de mestre. E, nos casos mais tristes, até competência na cola é motivo de orgulho.
O êxito em nossa educação passa por uma evolução semelhante à que aconteceu nos desportos – da emoção para a razão. É preciso que o sucesso escolar passe a ser visto como resultado da disciplina, da dedicação, da premeditação e do método na consecução de objetivos.
Adaptação: Cláudio de Moura Castro – Revista Veja, 6 de junho, 2001.
Vocabulário:
apologia – elogio, glória.
a cabo – levar à frente aquilo que começou a fazer.
consecução – ato ou efeito de conseguir.
desdenhar – desprezar.
desporto – esporte.
ideário – conjunto ou sistema de idéias políticas, sociais, econômicas, etc.
jactar – glorificar.
paradoxo – opinião contrária à comum, contradição.
premeditação – ato ou efeito de resolver com antecipação.


01-De acordo com as idéias do autor. Pelé é um ídolo que se assemelha mais a Garrincha ou a Senna? Justifique sua resposta com elementos do texto.
R: Senna
Hoje criamos espaço para os ídolos cujo êxito é, em grande medida, resultado da dedicação e da disciplina – como Pelé e Senna.
Que argumentos são utilizados pelo autor para defender a idéia de que nossa escolha de ídolos evoluiu?
R:Há mais do que uma coincidência nessa evolução. Nossa escolha de ídolos evoluiu porque evoluímos. Nossos ídolos do passado refletiam nossa imaturidade.
-Assinale a(s) alternativa(s) que traz(em) informação(ões) verdadeira(s) sobre o texto.
A - (  ) 
Para o autor, o que importa é a genialidade. A dedicação está em segundo plano.
B - (  ) 
Segundo o texto, há uma inversão de valores com relação ao reconhecimento daquele que deveria ser visto como bom aluno.
C - (  ) 
Para Cláudio de Moura Castro, a sociedade precisa de ídolos talentosos e geniais, modelos de sucesso e prestígio.
Rsposta: B

02-Assinale a frase que não pode ser completada com o que vai nos parênteses:
a)     Pagarei..........alguns empregados hoje à noite.(a)
b)     Naquela época, meu sobrinho assistia.........Belo Horizonte(em)
c)      Não implique........o colega.(com)
d)     Quando morava no campo, aspirava.........ar puro e sentia-se bem.(ao)
Resposta: D - (aspirava o ar)

03-Marque a alternativa em que ocorre erro na substituição por pronome átono:
a)     Obedeci ao professor. / Obedeci-lhe.
b)     Encontrei os animais na rua. / Encontrei-os na rua.
c)      Toquei o seu braço./ Toquei-lhe o braço.
d)     Visitou a amiga no hospital. / Visitou-lhe no hospital.
Resposta: D - (visitou-a)

04-(GAMA FILHO) Assinale a frase em que há erro de regência verbal.
a) O desmatamento implica destruição e fome.
b) Chegamos na cidade antes de anoitecer.
c) Jonas reside na rua marrecas.
d) Os ambientalistas assistiram a uma conferência
Resposta: B- (Chegamos a cidade)

05-Quanto à colocação pronominal, complete fazendo as definições:
a)Na ênclise o pronome vem depois do verbo, exemplo: “Quero-lhes muito com se fossem a minha família”.
b) Já na .mesóclise o pronome está no meio do verbo, exemplo: “Amá-la-ei depois do vestibular”.
c) E na próclise o pronome está antes.do verbo, exemplo: “Não se afobe”.

06- (MACK-SP) Assinale a incorreta:
a) Nunca se ouviu falar dele.
b) Apelidar-te-ei de “formoso”.
c) Me impuseram severo castigo.
d) Largaste-me só e desamparado.
 Resposta: C - ( impuseram-me)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Transforme a letra da música em um conto

Romance de Uma Caveira

Alvarenga e Ranchinho


Composição: Alvarenga / Ranchinho / Flavio Salles

Eram duas caveiras que se amavam
E à meia-noite se encontravam
Pelo cemitério os dois passeavam
E juras de amor então trocavam.
Sentados os dois em riba da lousa fria
A caveira apaixonada assim dizia
Que pelo caveiro de amor morria
E ele de amores por ela vivia.
Ao longe uma coruja cantava alegre
Ao ver os dois caveiros assim felizes
E quando os dois se davam beijos funebres
A coruja batendo as asas, pedia bis
Mas um dia chegou de pé junto
Um cadáver novo de um defunto
E a caveira pr'ele se apaixonou
E o caveiro antigo abandonou.
O caveiro tomou uma bebedeira
E matou-se de um modo romanesco
Por causa dessa ingrata caveira
Que trocou ele por um defunto fresco.


domingo, 27 de junho de 2010

HISTÓRIA DOS YANOMAMI

A partir da década de 30, com os primeiros contatos dos índios Yanomami com os não-índios, teve início a luta do povo Yanomami contra a extinção. Na década de 70, quando aconteceu a abertura da perimetral norte, aproximadamente mil índiosYanomami contraíram diversas doenças e morreram. No final da década de 80, quando aconteceu a corrida ao garimpo na terra Yanomami, morreram mais de 2 mil. Várias doenças foram detectadas, transmitidas por garimpeiros que iam em busca de ouro.
Estima-se que entre os anos 87 e 91 havia aproximadamente 40 mil garimpeiros dentro da reserva. Nessa época, o aeroporto de Boa Vista era o segundo mais movimentado do Brasil, em número de pousos e decolagens, chegando a registrar 500 pousos/decolagem por dia.
Nos dias de hoje, os Yanomami ainda sofrem com a presença dos garimpeiros, pois existem uns poucos que teimam em voltar à reserva. A FUNAI, que é o órgão competente para combater esta invasão, pouco tem feito, pois não possui verbas para tal fim.
Além deste problema, os Yanomami ainda têm de lutar contra as epidemias de malária e tuberculose, as quais eles sempre estão expostos.

Adaptação – http://www.technet.com.br/~suassuna/historia.htm (Em 10/06/2004)

01-
Os índios Yanomami, segundo o texto, estão em extinção. Por quê?
Resposta:

02-
Os momentos da narrativa dos Yanomami podem ser agrupados em dois grandes blocos: presente e passado.
Que parágrafo corresponde ao passado? Qual corresponde ao presente? Identifique três das formas verbais que aparecem em cada parágrafo. Escreva essas informações.
Resposta:

03-Depois de ler o texto abaixo, resolva os itens propostos.
Se a maioria das pessoas que mora nas grandes cidades não tem sequer a chance de conhecer cavalos ou vacas, ainda mais remota é a possibilidade de ver de perto as baleias. Elas formam suas comunidades em alto-mar e preferem, geralmente, as águas geladas dos oceanos próximos aos pólos. A única oportunidade que as pessoas têm de ver um verdadeiro espetáculo é nos “shows” aquáticos. Lá, as orcas pulam e jogam bola.
Identifique as formas verbais que aparecem no texto. (Não escrever os verbos que estão no infinitivo.)
Resposta:

04-Elas estão no singular ou no plural?
Resposta:
05-Em que tempo verbal elas estão: presente, passado ou futuro?
Resposta:
06-Leia a frase abaixo e responda ao que se pede
"Afrodite pensou um pouco e decidiu rápido”.

Que formas verbais aparecem nessa frase? Copie-as a seguir.
Resposta:

07-Em que tempo verbal se apresentam: presente, passado ou futuro?
Resposta:

Estão no singular ou no plural?
Resposta:

Resposta:

08-Passe para o infinitivo as formas verbais presentes na frase em destaque no início da questão e escreva a que conjugação cadauma pertence.
Resposta:
09- Complete as lacunas com o tempo verbal indicado nos parênteses.
a) Suas flechas ____________ a mortal. (atingir – futuro do presente do indicativo)
b) As promessas do filho ______________ a mãe. (acalmar – pretérito perfeito do indicativo)
c) Eros _________________ prontamente à mãe. (obedecer – pretérito imperfeito do indicativo)
d) Afrodite ____________________________ o filho para fazer um desabafo. (chamar – presente do indicativo)
01-Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras destacadas pela indicação dos parênteses.
Faça as alterações
necessárias.
Obs.: Havendo duas respostas possíveis, registre-as.
A
Mais de um candidato estava nervoso. (mais de dez)
Resposta:
B
Fui eu que encontrei seu caderno. (quem)
Resposta:
C
O relógio bateu uma hora. (sete horas)
Resposta:
D
O grupo decidiu fazer o trabalho aos sábados. (os jovens)
Resposta:

02-Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras destacadas pela indicação dos parênteses.
Faça as alterações
necessárias.
Obs.: Se houver duas respostas possíveis, registre-as.
A
Mais de um aluno faltou à aula. (mais de dez)
Resposta:
B
Fui eu que resolvi o problema. (quem)
Resposta:
C
No relógio bateram seis horas. (o relógio)
Resposta:
C
No relógio bateram seis horas. (o relógio)
Resposta:
D
A turma concordou com o novo horário escolar. (mais da metade da turma)

03-Reescreva as frases abaixo, substituindo as palavras destacadas pela indicação dos parênteses.
Faça as alterações
necessárias:
Obs.: Havendo duas respostas possíveis, registre-as.
A
No relógio bateram dez horas. (o sino da matriz)
Resposta:
B
Fui eu que paguei a conta. (ele)
Resposta:
C
O grupo esperou pelo trem. (o grupo de idosos)
Resposta:

D
Mais de um professor elaborou um bom projeto. (mais de dois)
Resposta:

04-Nas frases dadas, substitua o termo em destaque pelo indicado entre parênteses e refaça, se necessário, a
concordância verbal. Quando houver duas concordâncias válidas, registre-as.
A
Alguns vereadores apoiaram o prefeito na câmara. (Uma comissão de)
Resposta:
B
Mais de dez clientes se irritaram com a demora no atendimento. (um)C
O velho relógio da igreja bateu uma hora. (onze horas)
Resposta:

quarta-feira, 16 de junho de 2010

TRAUMA SUPERADO


Era uma vez uma pata que não queria mais ter filhos para não engordar. Decidiu chocar seus três ovos numa chocadeira comunitária. Dois patinhos nasceram bonitos, muito vistosos. O último nasceu feio, raquítico, porque faltou energia elétrica na sua hora de nascer. Quase morreu, coitado! Deram-lhe o nome de Patinho Feio.
Depois de uma semana do nascimento, mamãe pata foi à piscina do Piquiri Country Clube com seus jovens filhos. Todos muito felizes no primeiro banho, pularam do trampolim. Patinho Feio quase morreu afogado, pois era muito magro e suas penas escassas. Seus irmãos e sua mãe, envergonhados e com mania de grandeza, ignoraram o fato. Por sorte o pobrezinho encontrou uma bóia e saiu do perigo. Enquanto isso, mamãe pata bronzeava suas penas ao sol tomando Sprit gelada e seus irmãos tomando Coca-cola e comendo X salada.Patinho Feio reclamou de fome e sede, mas só recebeu Q. Suco e Miliopã.
Numa manhã, Mamãe pata foi ao shopping center de Umuarama comprar óculos de sol para si, “walkman” para seus dois belos filhos e sandálias havaianas para Patinho Feio. Todos que o viram o acharam horrível. Um grupo de patos funks deram-lhe golpes de karatê na cabeça. Sua mãe nem tentou defendê-lo. Teve que fugir para não morrer.
O tempo foi passando... tudo piorava. O patinho tornou-se um adolescente revoltado. Cansado com tanta discriminação, decidiu tirar passaporte . Sem dinheiro, escondeu-se no porão de um navio e viajou para os Estados Unidos da América. Durante a viagem, passou muita fome. Para comer tinha que roubar comida.
Nos Estados Unidos arrumou emprego de garção e aperfeiçoou-se em natação. Ficou adulto, forte, com belas plumas. Tratou-se por um ano com um analista e teve seu trauma quase superado, pois ainda não tinha coragem para se olhar num espelho. Ganhou uma quantia milionária num cassino de Las Vegas e voltou para o Brasil.
Aqui chegando, retornou à piscina onde nadou quando criança. Olhou para a água e viu um cisne muito belo. Era sua imagem refletida na água. Nesse instante curou-se completamente do trauma. Seu complexo de inferioridade terminou.
Agora é um executivo famoso de uma empresa multinacional. Tem mansão, piscina de hidromassagem, BMW, esposa e belos filhos. Realizou todos os seus sonhos, dizem que ele tem até um clube particular.
terezinha bordignon
1- Identifique no texto lido:
Partes da narrativa
Trauma superado
Fórmula inicial


protagonista


conflito


clímax


Desfecho



2-Relacione os trechos a seguir à idéia sugerida pela forma verbal presente:

a)Sugestão do processo (ação) habitual, regular.
b) Acontecimento que tem validade permanente; produz efeito de verdade inquestionável.

(   ) Em terra de cego, quem possui um olho é rei.
(   ) Preservar a natureza é tarefa de todos!
(   ) Levanto, escovo os dentes e só depois tomo café da manhã
(   ) Andar de bicicleta é um bom exercício.

3-Considere o seguinte trecho:
O rei mandou –o vir à sua presença, tratou-o bem, deu-lhe excelentes aposentos no palácio, mas declarou-lhe que dali não sairia enquanto não desvendasse o mistério.
a)     Em qual tempo estão os verbos destacados?


b)     Esses verbos indicam uma ação acabada ou uma ação contínua no tempo?


c)      Portanto, eles estão no pretérito perfeito ou imperfeito?


4- Crie uma frase, utilizando a personificação.



5-Escreva um ensinamento de validade permanente, no qual a forma verbal esteja no presente.





6-Assinale a alternativa que só contenha verbos:
a) menino, rei, pedra e pegou.
b) natureza, bicicleta, verdade e ele.
c) declarou, tratou, comeu e dormiu.
d) cego, falou, andava e estudei.

7- Complete:
a) ______________________é o personagem principal de uma história.
b)_______________________é o personagem que está em conflito com o ________________________e cria obstáculos para que este alcance seus objetivos.

8- Complete com os verbos no pretérito perfeito:
“ O caveiro ______________(tomar) uma bebedeira e ___________________(matar-se) de modo romanesco, por causa dessa ingrata caveira que _____________________(trocar) ele por um defunto fresco.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

SAMPA



Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente à frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas nas vilas favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
Tuas oficinas de florestas teus deuses da chuva
Panaméricas de áfricas utópicas túmulo do samba mais possível novo quilombo de zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e os novos baianos te podem curtir numa boa
Caetano Veloso (Literatura Comentada) Abril Educação. S. P. 1981.

01-Sampa refere-se à cidade de São Paulo, cidade conhecida também por ser o berço das novidades. O texto relata uma
característica comum das pessoas que é o medo do desconhecido, daquilo que é novidade. Qual verso exprime esse
sentimento?

02-No texto, há uma referência a uma particularidade climática de São Paulo, que serviu durante muito tempo para designar
a cidade. Transcreva o verso em que ela aparece.

03-É muito comum a afirmação de que São Paulo, ao contrário do Rio, nunca produziu samba. Indique a passagem do texto
em que se faz alusão a isso.

04-Sampa refere-se à cidade de São Paulo. O texto relaciona lugares de São Paulo, bem como poetas, músicos e
movimentos culturais que agitavam essa cidade na época em que foi escrito. Identifique duas dessas referências.

05-Nos versos “e quem vem de outro sonho feliz de cidade/ aprende depressa a chamar-te de realidade”, o poeta considera
a realidade o avesso do sonho. Pode-se dizer que o poeta julga que em São Paulo não há lugar para o sonho, a poesia?

06-Assinale a única alternativa incorreta de acordo com o texto:
A - ( ) Em São Paulo há poesia.
B - ( ) É difícil chegar em São Paulo e se adaptar.
C - ( ) São Paulo não inspira amor à primeira vista, mas aos poucos começa-se a perceber seus encantos e termina-se
por gostar dela.
D - ( ) São Paulo inspira admiração à primeira vista, mas ao se conhecer a cidade, essa admiração transforma-se em
tristeza e solidão.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Formiga e o mundo corporativo

Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
         O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
         A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
         O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
         A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
         Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
         O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
         O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
         A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
         A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: "há muita gente nesta empresa".
         E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
         A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
                  
         Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"
 
Orlando Nussi

ATIVIDADE DA SEMANA - 7ºC

https://padlet.com/casgirl/q9gbhp09bjqa1e2p